Prefeitura reforça importância da vacinação contra sarampo e convoca viajantes a atualizarem caderneta

A Prefeitura de João Pessoa traz um alerta importante para os viajantes, diante do aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas, especialmente nos países que sediarão a Copa do Mundo de 2026, Estados Unidos, México e Canadá. A recomendação segue diretrizes do Ministério da Saúde (MS) e reforça a necessidade de manter a vacinação em dia como principal forma de proteção individual e coletiva.
De acordo com a Gerência de Vigilância Epidemiológica, o cenário epidemiológico internacional é motivo de atenção. Os três países-sede concentram atualmente a maioria dos casos de sarampo nas Américas, com surtos ativos e números crescentes. Esse contexto acende o alerta para o risco de reintrodução da doença no Brasil, que mantém o reconhecimento de eliminação da circulação do vírus, mas pode ser impactado pelo aumento do fluxo de viajantes durante grandes eventos como a Copa do Mundo.
“Já promovemos esse alerta aos viajantes, especialmente em períodos de férias, e agora reforçamos essa mobilização contra o sarampo. Chamamos a atenção, sobretudo, dos brasileiros que pretendem viajar, em especial os torcedores que vão acompanhar os jogos no exterior. Antes do embarque, é fundamental verificar e atualizar a caderneta de vacinação. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a forma mais eficaz de prevenção e essencial para evitar a importação de casos”, destacou Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa.
A Prefeitura de João Pessoa destaca que a responsabilidade não é apenas de quem vai viajar. Pessoas que permanecerão no Brasil também devem conferir sua situação vacinal, contribuindo para manter o país protegido. A mobilização busca preservar uma conquista importante da saúde pública nacional. O reconhecimento como território livre do sarampo.
Vacinas para os viajantes – Além da vacina contra o sarampo, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomendam que viajantes estejam imunizados contra outras doenças, como febre amarela, poliomielite, tríplice bacteriana (tétano, difteria e coqueluche), Covid-19 e hepatites A e B. Em alguns casos, pode ser exigido o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), documento que deve ser providenciado com antecedência.
A vacina contra febre amarela, por exemplo, precisa ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem para garantir proteção adequada. Já a imunização contra a Covid-19 continua indicada, especialmente para grupos prioritários e crianças pequenas, com esquema vacinal incompleto e doses de reforço.
